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Sou alguém que se encanta pela vida no dia a dia, descobrindo sempre novas formas de agir, se melhorando e tentando melhorar o seu redor. Acreditando que a Luz está dentro de cada um e que ela deve iluminar sempre a caminhada. Tenho como intenção: fazer amigos, aperfeiçoar a vida, dedicar-me às boas obras, promover a verdade e reconhecer nos semelhantes meus irmãos de caminhada. Descobrindo sempre mais e mais de vários mundos: Mundos terapêuticos, ideais, sustentáveis, mágicos, de Paz...

28 de mar de 2011

EDUCAÇÃO DOS FILHOS COMO USAR O SIM E O NÃO NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS


Os primeiros “professores” que as crianças têm na vida são seus pais. 
Depois vem as professora da instituição escolar que carinhosamente são chamadas de “tia”.
Educar é uma missão! 
É uma tarefa de grande responsabilidade, inclui dizer muito “sim” e um número maior de “não”.
Muitos pais com “medo” de ferir seus filhos, ou achando que eles irão sofrer com o “não”, cedem, mudam de opinião, mesmo não sendo a opção mais acertada. 
E eles são conscientes disso.
Eles precisam entender que esse papel de educadores deve ser pautado em valores éticos, morais e espirituais.A responsabilidade na educação dos filhos vai muito além de se proporcionar boa instrução, boa alimentação e bons hábitos.
As atitudes coerentes e os exemplos que mais educam. 
Os limites e as regras devem ser combinados e seguidos por todos, sempre usando do diálogo para explicar o porquê daquilo que deve ser feito.
Não vale comprar o filho com promessas e presentes para conseguir o que é necessário. 
É preciso ensinar, mostrar, argumentar, insistir e não desistir de fazer aquilo que é o certo (e os pais sempre sabem disso).
As regras no mundo adulto são rígidas. 
As exigências cada vez maiores. 
Se os pais criam seus filhos no “tudo pode”, no “tudo bem”, “nunca não”, os estão criando para uma realidade que não existe.
Aí sim, haverá sofrimento, as frustrações serão maiores, e obviamente a inadequação social acontecerá. Nesses casos, os pais conscientes de que não agiram para educar e sim com pena de magoar, sentir-se-ão culpados e infelizes junto com seus filhos.
Logo que a criança entra na escola percebe-se como se relaciona com os colegas, se sabe dividir, ceder, seguir as regras para o bom convívio de todos. 
Caso não aconteça de maneira tranqüila esse ingresso no primeiro núcleo social fora da família, é momento de fazer uma reflexão sobre qual a maneira que essa criança é tratada e educada em casa. 
Com ou sem limites, com regras ou não, com medo de que se machuque ou pior ainda, com dó.
Se alguns pais familiarizaram-se com as afirmações acima, Içami Tiba, em seu livro “Família de Alta Performance” esclarece de que maneira eles devem agir.
Portanto:

Ø     Filho deve dormir em sua própria cama desde bebe.
Dormir no colo é exceção. 
Criança que dorme no colo ou acorda várias vezes, escraviza o adulto e não apresenta uma boa qualidade de sono e depois nem de aprendizagem.

Ø     Se não quiser comer, não coma nada.
Comer é uma decisão e uma necessidade. 
O momento de sentar-se à mesa com a família é importante. 
E o melhor tempero é a fome. 
As refeições não podem ser substituídas por guloseimas e devem ser feitas na hora certa. 
Então caso o filho insista, deverá ficar sem comer até a próxima refeição. 
Parece cruel, mas com certeza não durará muito e em casa que tem comida, ninguém passa fome.

Ø     Ensinou? Faça com que pratique!
O filho deve praticar o que aprendeu. 
As regras ensinadas devem ser colocadas em prática, na hora necessária. 
Deixar para depois, não é desculpa aceitável. 
Você deixa para depois uma obrigação de seu trabalho que é importante que seja feita naquele momento?

Ø     Os pais devem ser coerentes nas decisões
A incoerência deseduca os filhos. 
É  brecha para que eles consigam o que querem, jogando um contra o outro, desestabilizando e desautorizando os pais.

Ø     Regras têm de ser constantes
Um dia pode, outro não. 
Um diz sim, outro não. 
O não que se transforma em sim e vice-versa, prejudicam o estabelecimento de valores na formação da personalidade do filho. 
Regras não devem ser quebradas!

Ø     Assumir conseqüências
Os pais devem ensinar o filho a assumir conseqüências por seus atos.
Se já sabia algo e mesmo assim agiu errado deve arcar com as conseqüências. 
E estas devem ser combinadas previamente. 
Os filhos devem estar cientes que cada ato gera uma conseqüência.
As conseqüências despertam a cidadania, isto é, desenvolvem no filho a noção de dever fazer o que tem que ser feito, mesmo sem a presença dos pais.

Ø     A regra é dura para quem é mole
A formação da personalidade e o preparo para enfrentar a vida não acontecem da noite para o dia, nem vem de graça. 
A força da superação é forjada pela educação.
Muitos pais fazem o trabalho reservado ao filho, mas na hora de tirar de si a força, a determinação e a disciplina necessárias para produzir e atingir o sucesso, ele não saberá e se sentirá frustrado e incompetente.

Ø     Só castigos não educam
O que realmente educa são as conseqüências. 
O princípio da conseqüência, é para que a pessoa identifique o erro e o corrija e assim aprenderá a não errar novamente.
Por exemplo: 
Adolescente que pixar um muro não deve pagar uma cesta básica com o dinheiro do pai, mas deverá pintar o muro para aprender que dá trabalho limpar o que sujou.

Ø     Toda tarefa tem prazo para execução
Geralmente os filhos iniciam seus afazeres de casa ou tarefas escolares e largam no meio, para terminar depois.
Devem ser ensinados e cobrados para que terminem sempre o que começaram, antes de passar para outra atividade. 
No caso de brinquedos, por exemplo, guardar primeiro antes de pegar outro.

Ø     Regras sem interferências alheias
Quando alguma regra já foi instituída na rotina familiar é importante não aceitar interferências de terceiros. 
Mesmo que seja a pretexto de querer bem a criança envolvida.
Querer bem não é fazer por ela, é confirmar se ela sabe fazer.
Não se deve dar brechas aceitando chantagens, choramingos, birras, manha, gritos... assim a criança aprende a reconhecer o ponto fraco de seus pais e em outra oportunidade fará o mesmo, comprometendo a credibilidade.

Ø     Bater não resolve
Bater é perder o controle emocional, além de não educar, gera revolta e revide. 
Será difícil lidar com o filho que aprendeu a bater para resolver conflitos. 
O correto é mostrar que não gostou do que a criança fez,  sair do local e só voltar mais tarde demonstrando sua insatisfação.

Ø     Não grite! Gritar também não resolve
Quando um filho grita com sua mãe, ela deve ir embora, sem dar atenção a ele. 
Ao voltar deve fazê-lo refletir, de acordo com a idade e perceber que todas as vezes que gritar irá sair de perto demonstrando que aos gritos nada se resolve.

Ø     Campanha da boa imagem
Quando o filho quer algo faz a campanha da boa conduta e da boa imagem. 
Na realidade o engano é via de mão dupla. 
Pais fingem que não percebem a chantagem e cedem aos caprichos do filho. 
E o filho toda vez que quiser algo repetirá a campanha da boa imagem para conseguí-lo.

Ø     O combinado não é caro
Filhos poupados pelos pais de realizar suas obrigações tornam-se menos competentes.
Ações como escovar os dentes, guardar os brinquedos, roupas e seus materiais escolares após a realização das tarefas, devem ser ensinadas, praticadas e gerar conseqüências previamente combinadas, caso não sejam cumpridas.


Há uma prioridade fundamental: 
A educação dos filhos. 
Cada um só dá aquilo que sabe, aquilo que tem. 
Portanto é importante buscar informações em palestras, livros, encontros de pais, para abastecer-se, reciclar-se e assim poderem fazer o melhor e o correto para os filhos.
Pois nem sempre o melhor é o mais correto.

Pais e filhos sendo orientados, a convivência será mais tranqüila.

Lúcia Helena Zenha
Pedagoga/Psicopedagoga
luciazenha@yahoo.com.br

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