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Sou alguém que se encanta pela vida no dia a dia, descobrindo sempre novas formas de agir, se melhorando e tentando melhorar o seu redor. Acreditando que a Luz está dentro de cada um e que ela deve iluminar sempre a caminhada. Tenho como intenção: fazer amigos, aperfeiçoar a vida, dedicar-me às boas obras, promover a verdade e reconhecer nos semelhantes meus irmãos de caminhada. Descobrindo sempre mais e mais de vários mundos: Mundos terapêuticos, ideais, sustentáveis, mágicos, de Paz...

25 de fev de 2010

Com Carinho e Afeto


O "doce predileto" de todos os seres, o afeto e as dificuldades que algumas pessoas têm de abrir o coração e deixar transbordar este rio caudaloso que se chama amor, é o nosso tema.

No exercício do amor, o afeto corporal é aquele que primeiro acolhe o ser quando é aconchegado e nutrido pela mãe-símbolo universal de proteção e segurança.

Os pais dessa geração são privilegiados, pois se permitiram desabrochar o instinto maternal e ser o parceiro neste alicerce que vai fortalecer o ego corporal de sua criança.

Homens e mulheres, que não tiveram este clima em bebês ou crianças que não receberam carinho e afeto, tendem a se tornar fechados não só afetivamente, mas também intelectualmente.

Uma educação rígida, na qual homem não chora e nem pode demonstrar seus medos ou inseguranças e que tiveram estes sentimentos vistos como "coisa de mulherzinha", leva à formação da armadura anti-afeto na qual o "herói" se protege dos embates emocionais que a vida apresenta.

Se ele tiver a sorte de encontrar "uma donzela" carinhosa e amorosa que possa ajudar a ultrapassar esta armadura de confiança no outro e no mundo, começará a mudar, a se abrir.

Ele, que precisou ser um "homem de lata" para se defender dos afetos, lembra o herói do "Mágico de Oz", que clama por um coração aberto.

Nas mulheres o caso é muito mais grave.

Como o amor materno necessita de ser transmitido corporalmente (e o é instintivamente na maior parte das vezes), mães que tem esta armadura muitas vezes oriundas de violência de abuso sexual ou sevícias físicas na primeira infância, tornam-se "geladas" como defesa pelos sofrimentos infringidos.

Para manter ainda um pouco de um ego intacto elas se protegem praticamente saindo em espírito do corpo e congelam como que se anestesiando.

Os meninos que passaram por esta violência usam o mesmo mecanismo.

Blindados, sofridos, cortam os laços afetivos com a vida e nas mulheres nem o milagre supremo da maternidade consegue a cura das seqüelas deste crime hediondo imperdoável.

Nestes casos, a intervenção de um profissional qualificado faz-se necessária, pois o sofrimento é muito grande e generalizado, atingindo toda a família.

A adulta "congelada" prejudica o vínculo afetivo mãe filho pela falta do calor humano e é só na família que vamos encontrar o campo privilegiado para a cura do afeto e sua profilaxia.

Analisem a dinâmica da sua família. Vocês se curtem, se abraçam, acarinham, não se envergonham de usar palavras doces e de pedir desculpas após as brigas entre si?

Não economizem elogios e carinhos e também programas pais e filhos, sem caretice e com muito bom humor e alegria.

Não tenham receio de demonstrar afeto e carinho entre si, pois cuidar dos filhos, criá-los, é muito mais do que prover roupas, comida e boas escolas.

Como pais temos deveres mais sutis que esses e que podem se traduzir em propiciar um lar com um clima amoroso e afetivo, no qual o respeito às diferenças seja sempre levado em conta.

O clima de confiança mútua, por ser baseado no afeto (o qual também é manifestado por raiva e frustração, pois afeto é tudo que nos afeta), oferece principalmente a segurança a seus adolescentes que podem compartilhar com vocês sua grande prova iniciática que é, no caótico século XXI, serem mulheres e homens que vivem este desafiante, trepidante e único momento de vida em busca da sua Verdade.

texto copiado de Carminha Levy

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