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Sou alguém que se encanta pela vida no dia a dia, descobrindo sempre novas formas de agir, se melhorando e tentando melhorar o seu redor. Acreditando que a Luz está dentro de cada um e que ela deve iluminar sempre a caminhada. Tenho como intenção: fazer amigos, aperfeiçoar a vida, dedicar-me às boas obras, promover a verdade e reconhecer nos semelhantes meus irmãos de caminhada. Descobrindo sempre mais e mais de vários mundos: Mundos terapêuticos, ideais, sustentáveis, mágicos, de Paz...

23 de nov de 2009

Cura pela mente: Programação Neurolinguística

Por Sani Hadek - Orientação de Marcia Crestani, Especialista em Programação Neurolinguística


foto iceberg subconscienteNeste artigo, vamos conversar um pouco sobre o que realmente vem a ser a Programação Neurolinguística que escutamos por aí. Para isso, conversei com a terapeuta Marcia Crestani, que é especialista no assunto.

Segundo a Marcia, o cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que devemos considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado, e evita fazer duas vezes o mesmo trabalho! Um adulto tem em média entre 40 e 60 mil pensamentos por dia; qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade de pensamentos! Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. E esta é a hora em que nos sentimos mais vivos.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas. Com isso, conseguimos compreender melhor porque parece que o tempo acelera quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a aprender a dirigir, tudo parece muito complicado e nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia, percebemos que dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais e até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente) e já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, ao invés de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa, são apagados de sua noção de passagem do tempo... Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir: as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... e as experiências novas, aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que nosso dia pareça ter sido longo e cheio de novidades, vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a ROTINA!!!

Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. Mas felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: MM (Mude e Marque).

Mude!!!!!!

Mude de paisagem, tire férias com a família, veja lugares diferentes e não vá sempre para o mesmo lugar, ano após ano, e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos e sempre faça festas de aniversário para eles e para você, marcando o evento e diferenciando o dia.

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade aos 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A!!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais vivo do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos! Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Escreva em tamanhos e cores diferentes. Crie, recorte, pinte, rasgue, molhe, dobre, picote, invente, reinvente... VIVA! Experimente, arrisque e descubra o que mais lhe agrada.

Acho que você já entendeu o recado, não é??!

copiado do site: http://www.terapia-cotidiana.com

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